Domando o Leão

A Dança do Leão é praticada em muitas festividades na China como símbolo de vigor e alegria. A dança é uma arte milenar e é feita por duas pessoas (uma como cabeça e outra como corpo), além da banda. A música e o leão entram em sincronia e assim a dança produz uma energia positiva que contagia todos ao redor.

 

                  O leão não é nativo da China. Segundo os historiadores, o animal foi introduzido a cultura chinesa durante a Dinastia Han (202 a.C. – 220 d.C.), por meio de comerciantes do oriente médio que visitavam o país por causa da Rota da Seda. Nessa época, a China estava no seu auge, pois havia comércio em abundância com as nações vizinhas. Quando o leão foi introduzido na cultura chinesa, não demorou muito para entrar na lista de animais místicos, como um dos filhos de dragão e era chamado de Suan Ni(狻猊) . O animal ficou responsável por guardar a entrada de templos e palácios.

 

                  Existem várias versões sobre a origem da Dança do Leão. Uma das versões conta que uma vez um representante da Pérsia levou um leão para o imperador da China como presente e prometeu que se qualquer chinês que domasse o animal, os Pérsios entregariam um leão por ano como presente. O imperador ficou admirado com o animal e deu um prazo para que os guardas imperiais domassem o leão.

Durante o processo, os guardas mataram o animal acidentalmente e, por medo de castigo, eles tiraram a pele do leão e a vestiram fazendo movimentos similares, para tentar passar pelos olhos do imperador. Ao ver a situação, o imperador, em vez castigá-los, gostou do que fizeram e mandou incluir a “Dança do Leão” nas danças de animais já existentes na China.

Com o incentivo do imperador, a Dança do Leão se difundiu por todo território chinês e é herdada até os dias de hoje. Atualmente, além da China, podem ser encontradas práticas similares no Tibet, Vietnam, Japão, Coréia e até Okinawa.

 

  Na China existem várias modalidades da Dança do Leão que, basicamente, podem ser divididos em dois estilos principais: a do norte, em que os dançarinos são cobertos por toda a fantasia do leão, com uma pelagem completa do corpo até os pés. Parecem que os dançarinos estão dentro de um leão mesmo (como os guardas imperiais fizeram). Nessa modalidade, além da dança no solo, os leões fazem acrobacias em cima de uma bola enorme e muitas vezes vários leões sobem em cima de uma única bola.

Já no estilo do sul a fantasia é mais simplificada, no que consiste em uma cabeça de leão, o corpo e as calças dos dançarinos. Nessa modalidade, além das coreografias no solo, os leões sobem em cima de pilares de até cinco metros de altura fazendo manobras radicais que os chineses chamam de “leão selvagem”, diferente dos “leões domados” que normalmente são acompanhados por um “palhaço” (que é a representação dos antigos domadores de leão pérsios).

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